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Super Heróis Brasileiros
Escrito por Administrator   
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Área destinada ao melhor dos nossos Super-Heróis, os legímos brasileiros que só pelo fato de ser super-herói no brasileiro ja é uma vitória! Você que criou um super-herói nacional e gostaria de vê-lo aqui, você que deseja saber mais e apreciar esta arte que precisa de seu apoio, entre em contato conosco, Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
 
 
Escrito por Elenildo Lopes   
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HOMEM LUA
Criação de Gedeone Malagola , 1965.

Homen LuaA intenção do criador quando criou misturou, Fantasma, Batman, e uma pitada de Tarzan, sua identidade é secreta e mora no centro da cidade de São Paulo usa um capacete que esconde sua identidade, ele não possui super poderes mas compensa isso com seu conhecimento em tecnologia e inteligência para solucionar os mistérios. Como o próprio criador definiu: "Minha intenção ao fazer o Homem Lua foi misturar num só personagem as características do Fantasma, Batman e Tarzan." Com seu capacete plastificado (lembrando um pouco o vilão chamado "Mysterio", inimigo do Homem-Aranha), o Homem Lua nunca teve sua identidade revelada, sabendo-se apenas que morava no centro da capital paulista. Não possuía nenhum superpoder, e também não se conhece suas habilidades especiais, que o tornariam um "herói", mas aqui está ele, como citação, e como mais uma invenção do criador do Raio Negro. Uma curiosidade interessante é que o Homem Lua, quando foi criado, era para ser o astro de um novo titulo da GEP (editora da época), e o Raio Negro surgiu apenas para completar as últimas páginas do gibi. Porém, nosso tenente da FAB passou por cima e conquistou o público.

Como o próprio criador definiu: "Minha intenção ao fazer o Homem Lua foi misturar num só personagem as características do Fantasma, Batman e Tarzan." Gedeone havia criado o Homem Lua, para ser a grande atração de um novo título da GEP, e Raio Negro surgiria apenas para completar o gibi. Tanto que as primeiras edições trazem aventuras curtas do herói, já que a intenção era o Homem Lua. Prevaleceu a opinião do editor Miguel Penteado, então dono da GEP, que viu em Raio Negro o que o público da época gostava, um herói brasileiro e carismático, uma vez que possuía uma origem e estórias simples e diretas. O Herói aparecia esporádicamente nos Gibis da GEP e do Raio Negro. O misterioso herói possui um capacete encobrindo o seu rosto (lembrando um pouco o vilão "Mysterio", inimigo do Homem-Aranha), outro lance é que ninguém podria ver o seu rosto pois “quem ver o rosto do Homem Lua terá morte certa” , nunca teve sua identidade revelada, sabendo-se apenas que “morava no centro da capital paulista”, em geral seu rosto era mostrado no encoberto por sombras deixando somente partes de seu corpo a mostra.
Não possui nenhum super poder, mas compensa isso com seu conhecimento em tecnologia e inteligência para solucionar os mistérios, além disso o Homem Lua possui grande influência ante comunidades aborígenes, que vêem neste ser uma espécie de alma Imortal. Possuía também uma aeronave o Jato Lua que o transportava para diversos pontos do Planeta.
Site oficial do criador: www.raionegro.com.br
 
 
Escrito por Elenildo Lopes   
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RAIO NEGRO: UM HERÓI CARISMÁTICO
Franco de Rosa
Raio NegroNenhum super-herói brasileiro atingiu a dimensão de ídolo como o simpático Raio Negro, criado por Gedeone Malagola em 1966. Naquele período, a corrida espacial despertava curiosidade nos brasileiros, recém saídos do mundo rural, quando os gibis ainda eram vendidos dependurados em varais, em bancadas de caixotes, onde ficavam os jornais. Sempre perto de um bar, padaria ou armazém.
Então estava lá, ao lado de Superman e Batman, um novo gibi com um novo herói mascarado, usando um simples traje negro. Nesta edição de estréia revela-se a origem do herói. Ele é o piloto da FAB, o tenente Roberto Sales, que em sua primeira missão secreta em vôo orbital, encontra um disco voador avariado, original do planeta Saturno e, ao salvar seu ocupante da morte, recebe em agradecimento um anel magnético que o transforma em um super-herói: o poderoso Raio Negro! Que só tem poderes em defesa da justiça.
Nada muito original. Mas simples e direto. Assim como o uniforme do herói: camisa e calça pretas. Luvas e botas douradas. Sem cinto de utilidades e aquela cueca por fora das calças comum nos supers. Graficamente, o efeito do traje preto nas páginas do gibi em preto e branco funcionam muito bem. A máscara do Raio Negro foi inspirada na do Ciclope dos X-Men. Mas quando Raio Negro foi lançado, os X-Men ainda não eram conhecidos no Brasil. Lanterna Verde, era outra referência clara no personagem de Gedeone.
Inspirado em Green Lantern e Ciclope o herói emplacou assim que foi lançado. O gibi teve 13 edições consecutivas, um almanaque e ainda algumas aventuras inéditas em edições especiais da GEP - editora que o publicava. Em 1982 foi relançado em uma edição de 100 páginas pela Grafipar de Curitiba, e em 1989 com história inédita pela editora Phenix.
Raio Negro sempre foi escrito e desenhado, com exceção da edição 13, assumida por Edmundo Rodrigues, por seu criador Gedeone Malagola. Que é o criador do pioneiro gibi de terror brasileiro do início dos anos 50, da editora Novo Mundo. Mas foi no número três de Raio Negro que surgiu a principal atração do gibi, o vilão Op-Art, que, visualmente, é auto-retrato de Gedeone. Um vilão que provoca efeitos visuais psicodélicos para enfrentar seus inimigos. Mais uma vez, o autor, com o uniforme do herói, buscou recursos gráficos simples, mas com ótimos resultados, para solucionar questões estéticas em um gibi em preto e branco. Op-art é uma alusão a Pop Art, o movimento dos anos 60 que tem Roy Lincheistein como um de seus mais cultuados autores. Gedeone, com seu traço limpo, revelou-se o grande artista Pop dos gibis, sem similar em todo mundo.
As aventuras do Raio Negro não eram confusas como as de Superman, cômicas como as de Batman, nem dramáticas como as da Marvel -- estilos que predominavam na época. Raio Negro apresentava maior influência da narrativa fictícia dos seriados cinematográficos dos anos 40 como Buck Rogers, Flash Gordon e Homem-Foguete, que Gedeone assistia quando criança. Super-herói não era bem sua praia. Em 1965, ele era o mais conceituado roteirista de gibis de São Paulo. Assinava os roteiros de A Múmia e O Lobisomem, duas obras primas do terror nacional que merecem um outro artigo.
Porém, para o garoto leitor brasileiro, o que mais atraía nos gibis do Raio Negro era o fato de desfilar por seus quadrinhos o helicóptero Minas Gerais da nossa Marinha e ter a Baía da Guanabara como cenário. Ver Raio Negro sobrevoar o Palácio da Alvorada e reconhecer um monumento paulistano como palco de um duelo. Outra coisa curiosa é que Raio Negro não foi criado com a intenção de ser o astro do gibi. Na verdade, Gedeone criara o Homem Lua, para ser a grande atração de um novo título da GEP, e Raio Negro surgiu apenas para completar o gibi. Tanto que as primeiras edições trazem aventuras curtas do herói. Prevaleceu a opinião do editor Miguel Penteado, dono da GEP, que viu em Raio Negro o que o público buscava. Um herói brasileiro carismático.
Site oficial: www.raionegro.com.br
 
Escrito por Elenildo Lopes   
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HYDROMAN
Por Antonio Luiz Ribeiro

HydromanHydroman foi o primeiro super-herói brasileiro a ter nome em inglês. Essa prática de “americanizar” nomes de heróis é um recurso muito utilizado por nossos editores. A idéia é chamar atenção do leitor tupiniquim, avesso a personagens patrícios. Esse leitor vê, desavisado, a capa da revista nas bancas e, pensando tratar-se de um novo herói americano, compra o gibi, meio às pressas, só percebendo que foi “iludido” depois. Mas aí já é tarde demais.

A idéia de lançar HYDROMAN surgiu nos anos 60, quando o quadrinista Momoki Akimoto propôs ao colega Gedeone Malagola fazer um personagem tipo The Sub-Mariner (mais conhecido entre nós como Namor). Apesar de estar sobrecarregado de trabalho, Gedeone aceitou o convite, pois a nova HQ seria feita por duas pessoas e, portanto, não cansaria tanto. Akimoto sugeriu que o personagem se chamasse HYDROMAN. Ambos não sabiam que já existia um super-herói com esse nome, nos States. Era uma criação dos anos 40, de Bill Everett.
Apesar de ter sido um herói promissor, HYDROMAN só teve três aventuras, com lápis de Akimoto e arte-final de Gedeone.
Na primeira aventura, os leitores ficavam sabendo que o protagonista operava de uma base, a lendária e submersa cidade de Atlântida. Sua principal arma era uma pistola de gelo que, ao ser disparada, congelava instantaneamente seus adversários. Quando não usava seu revólver, o herói se valia dos punhos para derrotar os inimigos.

Apesar da arte bem feita, a série carecia de um bom roteiro. Na primeira aventura, por exemplo, o herói não dizia a que vinha. Faltava um aprofundamento psicológico no herói, se bem que, naquela época, vale lembrar, os gibis de super-heróis não tinham a preocupação com roteiros inteligentes. O que contava mesmo era a aventura pura e simples, com o mocinho se preocupando apenas em derrotar o bandido. Somente a partir de 1967, com os heróis Marvel, de Jack Kirby, é que a moda dos heróis problemáticos pegou no Brasil.

Voltando ao nosso herói. Pelo que se sabe, HYDROMAN e raio Negro foram os primeiros super-heróis brasileiros a participarem de um encontro (hoje, “cross-over”). Foi quando os dois se uniram na HQ “Invasão das Estrelas”, que muitos elogiaram.
Após o cancelamento de nosso homem do fundo do mar, a GEP (Gráfica Editora Penteado) tentou, em 1969, outro personagem submarino. Era Fantar, de Edmundo Rodrigues e Milton Mattos, sobre um anti-herói tipo Namor que queria destruir não só os habitantes da superfície como também os moradores das profundezas marítimas. Também não deu certo.

No início dos anos 80, a Grafipar de Curitiba planejou trazer HYDROMAN de volta, mas infelizmente o projeto não deu certo (só foram reprisadas três aventuras) e hoje o personagem só vive na lembrança dos leitores mais nostálgicos, infelizmente.

* originalmente publicado no fanzine ZONA TOTAL nº 7, de fevereiro/1999

Site oficial do criador: www.raionegro.com.br
 
Escrito por Elenildo Lopes   
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Lagarto Negro

Lagarto NegroLagarto Negro é um personagem do gênero dos super-heróis brasileiros, criado por Gabriel Rocha em 1998 para inaugurar a reestréia do fanzine Impacto.

Na época, a idéia para a concepção do personagem girava em torno de se estabelecer um vínculo pelo qual o público deste gênero no Brasil, pudesse se identificar.

Como seria interessante que os leitores acompanhassem histórias onde o fantástico do universo dos quadrinhos esbarrasse muito próximo da realidade em que vivemos, foi escolhido, como cenário das aventuras do Lagarto Negro, a cidade do Rio de Janeiro. Não a "cidade maravilhosa" dos cartazes de propaganda das agências de turismo, mas sim o submundo dos tablóides policiais. São eles que retratam uma realidade muito mais digna da atenção de um super-herói.

Depois de estabelecido um ambiente para a aventura, faltava definir um pouco mais sobre o personagem. O Lagarto Negro não tem super-poderes. Ele é um cara normal, com algum treinamento em guerrilha urbana. Prefere fazer uso de armas não letais, como seu inseparável nunchaku. A verdadeira identidade do homem por de trás da máscara do Lagarto Negro nunca foi revelada. Os leitores ficam malucos com isso!

Traje:
A roupa cobre qualquer aspecto que possa revelar alguma pista sobre a verdadeira identidade do herói mascarado. Predomínio de tonalidades cinzas por serem características de camuflagem para guerrilha urbana. Um par de braceletes de uma liga de fibra de titânio protege seus antebraços. "Lagarto-cinto-de-utilidades" (hummm... onde será que já vi isso antes?) contendo desde agulha e linha para sutura cirúrgica até componentes infravermelho para visão noturna. Materiais como kit para primeiros socorros,A componentes militares, algemas, bomba de fumaça, gás lacrimogêneo, chave mestra, lanterna, bússola, faca, ou o que mais inventar na hora. O nunchaku também fica preso ao cinto. A máscara tem abertura para boca e existe um discreto comunicador que usa par manter contato com seu controle.

Ficha
Descrição Física
  Altura:   1,86 m
  Peso:   97 Kg
  Cor dos olhos:   ???
  Cabelos:   ???
  Idade:   ???
DadoAs
  Poderes e Habilidades: Não tem nenhum poder especial. Apenas habilidade em artes marciais e conhecimento em técnicas de guerrilha urbana.
  Ponto Fraco:   AR-15, FAU, granada e por aí vai...
  Inimigos:
  O crime organizado
  Área de Atuação:   Rio de Janeiro
  Nome verdadeiro:   ???

Motivação:
Antes de ser o Lagarto Negro, o personagem trabalhou como instrutor do batalhão de operações especiais da elite da polícia federal. Com especialização em guerrilha urbana e antiterrorismo em Israel. Ele pensa que a disciplina conduz à força. Odeia corrupção policial. É torcedor do América Futebol Clube, do Rio de Janeiro. Em determinado ponto de sua carreira a corrupção policial torna seu trabalho impossível. Ele bate de frente contra a estrutura administrativa da polícia e acaba incriminado pela própria corporação. Foge e simula sua própria morte. Neste momAento ele é recrutado por uma organização não governamental para trabalhar como gente especial no combate ao crime organizado e a corrupção governamental.

Lagarto Negro:
O personagem foi "batizado" com o nome de um réptil típico da América Latina. A aproximação entre o animal real e o ícone do personagem serve para relacionar algumas características antropomórficas existentes entre eles. O animal real é um predador de hábitos noturnos, o personagem caça criminosos agindo durante a noite. Uma das características que define um réptil é seu sangue frio, que serve de eufemismo para a coragem do personagem. Ambos são latino-americanos, e o animal real está atualmente ameaçado de extinção.

Quadrinhos:
Sua primeira aparição foi na HQ "Roubo de carga", que saiu no N° 3 do fanzine. Desde então o personagem fez várias aparições, cativando o imaginário dos leitores que apreciam a frágil estrutura de fanzines.

O personagem aos poucos foi saindo do controle de seu criador para encontrar vida própria nas mãos criativas de outros autores independentes.

Escreveram para o Lagarto Negro:

Antônio Mello - RS
André Navarro - RJ
Carlos H. - RJ
Elenilton Freitas - SP
Francinildo Sena - RN
Gabriel Rocha - RJ
Marcos Franco - BA
Marcelo Marat - SP
Márcio Kurty - PA
Sérgio Jr. - SP

HQs do Lagarto NegroA
Título Autor Situação
Roubo de Carga por Gabriel Rocha - RJ publicada
O Caso Elisa por Márcio Kurty - PA inédita
Criaturas Hediondas por Márcio Kurty - PA inédita
O Outro Lado da Moeda por Carlos H. - RJ publicada
Vítimas do Sistema por Antônio Mello - RS e Carlos H. - RJ publicada
Corrupção Infantil por Marcos Franco - BA publicada
A Voz Comunitária por Gabriel Rocha - RJ inédita
Justiça Cega por Carlos H. - RJ publicada
A Incógnita dos Sicários por Francinildo Sena - RN inédita
Lagarto Negro x Redentor por Marcos Franco - BA inédita
Lagarto Negro x Crânio por Francinildo Sena - RN inédita
Heróis na Berlinda por Sérgio Jr. - SP publicada
CampAo de Batalha por Marcos Franco - BA, Elenilton Freitas - SP e Marcelo Marat - SP publicada
Servir e Protejer I por Gabriel Rocha - RJinédita
Servir e Protejer II por Gabriel Rocha - RJinédita
Lei da Selva por André Navarro - RJ inédita
 

A intenção agora é reunir todo este material no site, tanto as HQs já publicadas quanto as inéditas e inacabadas. Para tanto peço permissão aos autores para que permitam a divulgação deste trabalho no site.

As HQs inacabadas ( a grande maioria por minha falta de organização ) podem ser estudadas caso a caso, para viabilizar sua publicação.

Quadrinhos

"O Outro Lado da Moeda" - História em quadrinhos publicada pela primeira vez na revista IMPACTO FABRICADO NO BRASIL número 01.

"Vítimas do Sistema" - História em quadrinhos publicada pela primeira vez na revista IMPACTO FABRICADO NO BRASIL número 01.

"Roubo de Carga" - Foi a história em quadrinhos que lançou o Lagarto Negro. Ela foi publicada pela primeira vez no fanzine IMPACTO número 03, em 1998. Agora elaA está disponível para download!

 Site Oficial: www.lagartonegro.com.br Baixar as Hqs clique Aqui!

 


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