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Escrito por Elenildo Lopes   
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Justiceiro
O Justiceiro (The Punisher) é um personagem de HQ da Marvel Comics, sendo o alter ego de Frank Castle. Criado por Gerry Conway,Ross Andru e John Romita, apareceu pela primeira vez em The Amazing Spider-Man nº 129 (1974). É mais corretamente descrito como um anti-herói do que como herói. No Brasil ele foi chamado de "O Vingador", quando da sua primeira história publicada no país, ainda pela Editora Ebal.
História
O Justiceiro é um vigilante, que considera crimes como assassinato, sequestro, extorsão, assalto e tortura aceitáveis como táticas de combate ao crime. Motivado pela morte de sua família, que foi morta pelo mafioso Costa e seus capangas, quando testemunharam uma execução proveniente de uma guerra entre gangues no Central Park em Nova York.
O Justiceiro pode ser considerado um homem-guerra entre todos os criminosos em geral, usando todo o tipo de armamento. Os assassinos de sua família foram os primeiros a serem assassinados por eles. Como veterano de guerra, Castle é um mestre em táticas furtivas, bem como o manuseio de uma vasta variedade de armas.
Frank Castle, ou Frank Castiglione é um homem de origem italiana, nascido em Queens Nova York. A família Castiglione tradicionalmente gerava homens durões e muito católicos, tendo inclusive alguns padres na família. Frank foi criado nesse ambiente, seguindo os valores morais de sua família, com um caráter honesto, trabalhador, religioso e colocando a família acima de tudo na vida. O jovem Frank seguiu carreira militar, e se tornou capitão na Marinha Americana (U.S. Marine). Frank lutou na Guerra do Vietnã e se tornou o melhor soldado que um exército poderia ter: determinado, leal, resistente e uma máquina de matar. Ele se especializou em diversas técnicas de combate: armamentos, explosivos, sobrevivência, veículos de guerra, e tudo mais que um homem precisa saber para ganhar uma guerra inteira sozinho.
Quando Castle voltou, se casou com Maria Elizabeth, e tiveram dois filhos: Frank David Castle (ou Frank Jr.) e Lisa Bárbara Castle. Ele foi aclamado como um herói de guerra, e foi condecorado na marinha.
Um dia Castle foi com sua família ao Central Park para um pequenique, era pra ser um dia tranqüilo, com todos muito felizes e se divertindo. Era um dia perfeito, até que ouviu-se tiros. Gangues se enfrentavam disputando poder, e um dos homens fugia pelo parque, na direção dos Castle. A família teve o azar de testemunhar o assassinato do homem, e para eliminar as testemunhas os assassinos atiraram em todos eles. Todos foram atingidos, e foram encontrados pelo jornalista fracassado McTeer. Os policiais fizeram a contagem de mortos e eram cinco (a família e o traficante), mas inesperadamente Frank despertou, e tentou reagir agredindo a todos. Ele estava vivo, escapou da morte por muito pouco, e pelo resto da vida desejaria ter morrido naquele dia. Frank jamais se recuperou, e alega que Frank Castle morreu, junto com Maria e as crianças.
Os assassinos ainda tentaram acabar com Frank quando ele estava no hospital, mas ele reagiu a tempo matando um dos homens. Ele recebeu a proteção da polícia, e tentou levar os assassinos de sua família para a cadeia, identificou os suspeitos e descobriu que eram da Família Costa. Mas os mafiosos tinham álibis forjados, e alguns policiais foram comprados. A justiça teve sua primeira chance e falhou.
Castle se juntou ao repórter Mike McTeer que queria usar a história para reerguer sua carreira. Mas a imprensa não ajudou muito, os dois começaram a estragar os planos dos Costa, até que McTeer foi morto. A justiça teve sua segunda chance e falhou.
Não adiantava mais. Por mais que Frank tentasse eles continuariam impunes, a justiça não seria feita. Dessa vez era a hora de tentar do jeito de Frank, da única forma que ele ainda conhecia e acreditava. Nesse dia, ele declarou Frank Castle como morto e nasceu o Justiceiro. O Justiceiro jurou matar todos os responsáveis pela morte de sua família, declarou guerra aos traficantes, mafiosos e criminosos. Uma guerra pessoal que jamais teria fim.
Castle decidiu fazer justiça com suas próprias mãos e perseguiu as pessoas que assassinaram brutalmente sua família inteira. Após ter vingado sua família, Castle continuou sua cruzada contra o crime organizado e contra todos os criminosos em geral. Ele iria em breve começar a utilizar o símbolo com uma caveira branca que ele usou na Guerra do Vietnã: a caveira, como seu símbolo, e ele começou a utilizar o codinome "O Justiceiro".
Adotando o nome de Justiceiro, ele vinga sua família e, pegando para si o dinheiro dos bandidos que mata, ele dedica sua vida ao combate ao crime. Apesar de tradicionalmente atuar sozinho, por um período ele teve um parceiro: o hacker apelidado de Microchip. Ele era o responsável por compras de armamentos, transferência de dinheiro pela internet, investigação dos alvos e invasão de sistemas de segurança. Com o tempo, Microchip acabou concluindo que as atividades de Frank eram ineficazes e se voltou contra ele. O hacker chegou a treinar um novo Justiceiro, que acabou sendo morto. No recente título Punisher MAX, Microchip retorna (ele aparentemente havia morrido em uma explosão), com o intuito de recrutar (à força) Castle para operações anti-terroristas financiadas (secretamente) pelo FBI. Resultado: Microchip acaba morto pelo Justiceiro com um tiro na cabeça.
A guerra do Justiceiro lhe trouxe muitos inimigos, como por exemplo: a polícia, os mafiosos, os heróis, e principalmente o Rei do Crime (Wilson Fisk).
Entre os principais inimigos do Justiceiro podemos destacar: Retalho (um combatente tão mortal quanto Castle que tem a cara toda costurada), o Rei do Crime, o Mercenário, e o Chacal (que tentou usá-lo para matar o Homem-Aranha), O Barracuda e o assassino Russo. Tem Também a organização criminosa dos Gnucci, chefiada pela matriarca Mama Gnucci e seus dois Filhos Eddie e Bob Gnucci.
O Justiceiro tem um senso moral próprio, eliminando sistematicamente os bandidos que encontra, ao invés de levá-los à cadeia. Por isso, por diversas vezes, ele acabou entrando em conflito contra outros super-heróis do Universo Marvel, principalmente o Homem-Aranha.
Castle já foi sentenciado à prisão perpétua, mas foi salvo por policiais subornados por um chefão da máfia, que queria usar Castle como um matador particular. Em outro arco de histórias (mais controverso), o Justiceiro chegou a morrer de fato, mas foi trazido de volta do inferno por um anjo, para que matasse outro anjo. Essa série não agradou e tempos depois Frank reapareceu realmente vivo.
Poderes e Habilidades
Frank Castle não possui nenhuma habilidade sobre-humana, sendo apenas um homem altamente treinado em combate corpo a corpo e táticas de guerrilha. Conta também com uma determinação ímpar, além de centenas de armas e equipamentos.
Para se proteger, utiliza uniforme de kevlar bastante resistente a tiros. A caveira em seu peito tem uma finalidade única, assustar os criminosos chamando a atenção para a caveira, fazendo com que quem atire nele, acabe mirando na caveira onde o kevlar e o colete a prova de balas o protegem, e não em sua cabeça que está desprotegida.
O corpo do Justiceiro certamente possui inúmeras cicatrizes, e ao contrário da maioria dos outros heróis, Frank não possui nenhuma habilidade especial de resistência e cura, ou poder que o ajude a sobreviver aos ataques inimigos. Ele já foi ferido diversas vezes e é muito difícil ver uma história em que ele não seja baleado, esfaqueado, caia de um algum lugar ou seja bastante surrado. Uma coisa é certa: Frank Castle sabe apanhar!
Curiosidades Editoriais
O Justiceiro teve seu grande sucesso nos anos 80, depois de aparecer numa história do Homem-Aranha desenhada por Frank Miller. Neste período, ele se transformou no principal anti-herói da editora. No Brasil chegou a ter uma revista própria nos anos 90, em formato americano e P&B, além de ser o herói de algumas graphic novels e mini-séries.
Curiosidade Literária
Gerry Gonway criou o Justiceiro em 1974, personagem cujo conceito foge de tudo o que um leitor de Histórias em Quadrinhos está acostumado a ver. Normalmente um super-herói se preocupava sempre em poupar vidas. É justamente aí que o Justiceiro se diferenciou dos demais super-heróis: ele considera que os criminosos, principalmente aqueles ligados ao crime organizado, são como um câncer na sociedade, e devem ser mortos para que não causem mais nenhum mal a seus semelhantes. Na verdade, se trata de um anti-herói.
Frank Castle decidiu se tornar o Justiceiro (em inglês, Punisher) após ver sua família (esposa e dois filhos) ser assassinada por mafiosos, apenas por terem testemunhado um assassinato cometido por eles. Quando saiu do hospital (ele também havia sido baleado) esperou que a polícia fizesse justiça, prendendo a quadrilha. Sua expectativa se viu frustrada pela corrupção nos altos escalões do governo (segundo o delegado encarregado do caso, a ordem de arquivar o mesmo veio “tão de cima que tinha até neve”). Depois, recorreu à imprensa, mas depois que o jornalista em quem confiava fora assassinado, se desiludiu com todas as formas de se conseguir justiça.
Nos deparamos com um princípio retribuitivo. Para o Justiceiro, cada ação deve corresponder uma reação, e isso proporcionalmente. Quanto maior a falta, maior a pena para quem a cometeu. Considerando que um criminoso ameace a sociedade, representando risco de morte para a população, seria justo (na opinião do Justiceiro) que o mesmo devesse ser privado da vida, o que viria a proteger a sociedade. Injusto seria deixar que um elemento com alto grau de periculosidade andasse solto pelas ruas, ameaçando a vida das pessoas de bem. Mesmo se fosse preso, não se faria justiça, pois ele poderia eventualmente ser libertado, e voltar a ameaçar os inocentes ou comandar o crime de dentro da cadeia.
Mas também é importante ressaltar sua preocupação com a lei. Durante a saga “A Herança do Rei”, ele critica Mickey Fondozzi, um ex-mafioso conhecido de outras aventuras, por estar contrabandeando cigarros, Mickey retruca dizendo: “E daí? É só pra burlar o imposto! Todo mundo fuma, todo mundo fica feliz!” “É contra a lei!”, lembra o Justiceiro. “Você vive desrespeitando a lei, cara!” argumenta Mickey. “Eu sou a exceção que comprova a regra!”, finaliza o Justiceiro. Aristóteles condenaria esta atitude, por considerar que um homem justo não deve fazer concessões a si mesmo, mesmo considerando estar fazendo o certo. É desnecessário dizer que Frank Castle é procurado pela polícia por seus diversos assassinatos, e todos os super-heróis anteriormente citados concordam que um homem como o Justiceiro é um perigo para a sociedade, apesar de não fazerem nada para auxiliar a polícia em sua captura.
 

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