DQB - CARTA AOS CAMARADAS |
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Companheiros e companheiras de profissão |
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Anuncio e convoco a todos sobre o nascimento de um movimento que visa lutar pela soberania do quadrinho nacional, denominado: ‘‘Democracia ao Quadrinho brasileiro’’. Criado recentemente pelo cartunista Fernando Rebouças, juntamente com Elenildo Lopes, Publicitário e Administrador do site e que tem todo meu apoio para sua realização. |
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Há muitos anos que nosso quadrinho e a grande parte de nossos profissionais, respiram as espreitas num mercado totalmente monopolizador. Para que possamos triunfar em nossa luta contamos com o apoio maciço de todos vocês.
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O sonho de ver legítimos quadrinhos nacionais nas bancas, livrarias e em todo país não vem de hoje. Ainda na década de 60, vários artistas fizeram um movimento que propunha a publicação de 66% de material nacional. O projeto de 1961 foi feito no governo de Jânio Quadros com a proposta chamada ''lei dos dois terços'' , mas, infelizmente, não foi aprovado devido a renuncia de Jânio e depois pelo exílio de Jango, o que sucedeu o período da ditadura militar.
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| Queremos reativar essas idéias, queremos lutar por nosso quadrinho e nossa cultura. Através destes pensamentos surgiu o movimento DQB |
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Sabemos que a luta é grande e desigual, mas não podemos nos esmorecer diante do inimigo. Estamos conquistando apoios nos quatro cantos do país, e esse objetivo revolucionário nos une. Devemos prosseguir no nosso caminho, sem pestanejar, conquistando o apoio da imensa maioria do povo brasileiro. A luta não é só pelo quadrinho nacional, ela significa a libertação de nosso povo diante da cultura inútil dos estrangeiros e significa também a soberania da cultura de nosso povo e de nossa história.
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Devemos sim nos apoiar em todos os meios de propaganda para inflamar nossos ideais. Buscar espaços na mídia televisiva, apoio de todos os setores artísticos, espaços na imprensa e no rádio. Utilizar todas as ferramentas disponíveis da internet, todos os sites e blogs que têm apreço pelo quadrinho nacional. Devemos mobilizar as editoras, as academias de letras, os grupos de luta popular, as associações, as universidades, os salões de humor, os eventos de premiação de quadrinhos, enfim... Devemos convocar o povo para mais uma luta.
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Proponho que os quadrinhos americanos tenham a menor porcentagem de mercado. Os quadrinhos europeus e latinos tenham a maior porcentagem no espaço reservado aos importados. E nossos quadrinhos brasileiros ocupem a maior porcentagem de mercado dentro do país. Creio que essa divisão a seguir atenderia nossa luta:
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| - 60% de quadrinho nacional - 30% de quadrinhos europeus, latinos e asiáticos - 10% de quadrinhos americanos, africanos e orientais |
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A luta não é só para dar mais oportunidades de mercado para nossos artistas, mas também para valorizar nossa cultura e nossa história. De nada vai adiantar toda essa mobilização para que, no final triunfante, nossos artistas repitam estupidamente os temas e estilos estrangeiros. O grande propósito de toda essa luta é: Valorizar nossa história, nosso povo e nossa raiz. Precisamos de histórias nas bancas que falem de nossa cultura, nossos povos, nossos heróis e nossas batalhas populares. Histórias que retratem, por exemplo, a Inconfidência Mineira, Guerra de Canudos, Guerrilha do Araguaia, Resistência de Corumbiara e tantas outras. Que nosso quadrinho sirva para a formação de uma sociedade mais culta e mais valorizada. Que fortaleçam a nossa identidade nacional. Que nossos super-heróis sejam tipicamente brasileiros, que possamos propagar nossa linda história nas páginas de quadrinhos, ajudando na formação cultural/educacional do ser humano. Que possamos formar leitores conscientes de nossos valores assim como fizeram os nossos artistas no passado, e que alguns ainda fazem no presente. Verdadeiros guerreiros de nossa história, que não se abateram mesmo diante de todas as improbabilidades de mercado.
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DQB - Democracia ao Quadrinho Brasileiro
Movimento virtual que pretende ampliar o debate a favor da nonaarte brasileira com a participação de desenhistas, roteiristas, autores, editores independentes e comerciais..
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